terça-feira, 13 de novembro de 2012

Amor e ódio, ódio e amor...

Dizem que quando a gente detesta muito uma pessoa do sexo oposto é porque, no fundo, a gente ama.
Pra falar sério, eu nunca acreditei muito nessas coisas não. Enquanto eu vivia minha vida no papel de espectadora eu tinha certeza que isso não era verdade. Eu achava que o amor da sua vida podia ser um cara do colégio, da aula de violão, da banca de jornal da esquina ou uma pessoa qualquer e insignificante que você viu apenas uma vez andando de bicicleta numa rua perto da sua casa e, misteriosamente, vocês se apaixonaram pelo olhar, e aí a pessoa passou a ser significante pra você, e aí você sofria sozinha em casa até reencontrá-lo e poderem ser felizes... Mas não é nada assim. É lógico que eu pensava isso porque essa é a verdade taxada nos filmes e nos livros, e eu vivia dessa verdade.
Até que, o tempo foi passando e eu comecei a sentir minhas esquisitices do coração. E foi assim, batendo muito com a cabeça nas paredes da vida é que eu fui percebendo a vida como ela realmente é, e as coisas são bem diferentes para cada pessoa.

E voltando lá no início, quando eu disse que achava impossível gostar de alguém que você odeia, eu percebi que eu estava enganada. É possível sim. E essa é uma das aventuras mais loucas do tal do amor. Gostar de alguém que você odeia é extremamente irritante, mas ao mesmo tempo é intensamente apaixonante. É suspirar de amor e respirar fundo por raiva. É sorrir ao ver alguém e, ao mesmo tempo, ficar com raiva de si mesma por ficar feliz em vê-lo.

Resumindo, quero dizer que isso é ruim, mas é muito bom. Mas também não me pergunte como uma história dessas vai acabar, afinal, isso vai depender do seu temperamento. Se você for uma menina muito orgulhosa, dificilmente vocês vão conseguir sair do lugar, mas claro, cada caso é um caso.
É como uma equação: amor + raivinha = casal conturbado e apaixonado.

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