segunda-feira, 14 de maio de 2012

Não diga sim! - Parte 1

Era uma típica noite de quarta feira. Carol estava em seu quarto, e da janela ela olhava a lua e as estrelas ao som da música Talking to the moon. Pensativa... Ela foi até a estante, pegou uma foto e a beijou – era uma foto do passado, onde ela estava abraçada com seu ex-namorado, João.
Carol deixou a foto e se deitou em sua cama, pensativa demais começou a chorar.
Ela não sabia o que fazer. Por ironia do destino ela havia se separado daquele homem da foto, mas ela ainda o amava. E ela estava tão triste justamente porque João iria se casar com outra no próximo sábado, ela estava aflita.

Ela pensou muito em sua situação, e chegou à conclusão de que era injusto atrapalhar aquele casamento, seria como atrapalhar a felicidade dos outros. Portanto, naquela noite Carol decidiu que iria esquecer o seu passado. Ela prometeu pra si mesma que iria queimar todas as lembranças daquele namoro na próxima faxina, e que iria se dedicar inteiramente à sua profissão de jornalista e iria esquecer definitivamente de João. Depois de tanto pensar, entre choros e planos, Carol dormiu.

No dia seguinte, Carol tirou o dia de folga para fazer o que todas as mulheres amam: fazer compras, sair com a melhor amiga, fazer mais compras, ir ao salão de beleza...
Quando chegou em casa de tarde, resolveu pegar uma caixinha toda decorada com corações que estava dentro da gaveta da estante. Ela abriu a caixa, e achou por ali tudo o que ela queria esquecer: fotos de dias felizes ao lado de João, a carta que ele escreveu se declarando para ela, um papel de bombom que simbolizava o primeiro encontro deles e uma aliança de compromisso. Carol leu a carta, se jogou no chão e ligou o rádio com músicas de desilusão.
- Ele vai se casar em dois dias. Eu quero que ele seja feliz. Mas será que essa mulher vai fazer o João feliz como ele merece? Mas eu não posso fazer nada. A noiva já deve estar com o vestido pronto, e todos os detalhes da festa também. Se eu fizer alguma coisa vou acabar com a vida dela... E agora?
Carol pensava em tudo isso. – Mas era eu quem devia casar com ele, ele ainda me ama, eu sei disso. E os nossos filhos? Não vão existir? E eu? Eu serei feliz sem ele? Não. Eu tenho que impedir esse casamento. Já.

Carol se decidiu. Ela estava ciente que tinha apenas dois dias para cancelar um casamento de igreja. A questão era – como fazer isso?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sua opinião será sempre bem vinda *--*