quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Mais uma pequena paixão

Vocês se lembram do texto que escrevi sobre as pequenas paixões? Tomara que sim, porque o considero um dos meus textos mais realistas e ele vai ser muito significativo no texto de hoje! Vamos lá?


Acontece que eu não sei como aconteceu. Acontece que você se tornou uma pequena paixão. Talvez tenha sido lá no início, quando te conheci. Talvez tenha sido naquele dia que ficamos horas conversando numa fila! Talvez tenha sido há algumas semanas, quando sentamos juntos e rimos bastante. Talvez tenha sido naquele outro dia, em que não conversamos muito, mas notei seu comportamento. Quem sabe foi naquele dia em que eu estava mal e você olhou de soslaio pra mim, com dor. Ou talvez tenha sido nas vezes que você sorriu pra mim sem motivo.

Usei a palavra talvez pra supor vários momentos suspeitos, de perigo iminente. Mas eu sei exatamente onde tudo começou, só que não se faz necessário contar esse tipo de detalhe, não é?

Pois bem, o fato é que você se tornou aquela pessoa que eu gosto de ver todas as manhãs. Você é o responsável por me verem passando batom dentro do ônibus. É por sua causa que eu tenho dado longas passeadas no mundo da lua. Será que você ao menos tem noção da bagunça que está fazendo em minha vida? Tenho certeza que não. Mas não vou reclamar disso, porque sei que eu já dei uma boa bagunçada na sua vida também!

E não faço ideia de onde isso vai parar. Mas não estou tão preocupada com isso. Até mesmo porque um dos pressupostos das pequenas paixões é saber que elas não dão em nada! Pequenas paixões são anônimas, caso contrário, se tornam grandes paixões.

Portanto, meu querido, aproveite bem o seu posto de pequena paixão em minha vida. Porque eu ainda me contento em apenas te ver e falar com você. Eu ainda me sinto feliz quando você passa no corredor com aquela sua camisa listrada. Agora, se você não estiver satisfeito em apenas ver meu cabelo cacheado ou quiser ver meus olhos mais de perto, então pode me propor alguma coisa. Talvez, quem sabe, a gente possa negociar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Desamor

Não sei se vou conseguir retratar aqui o verdadeiro sentido de desamor - que está no dicionário -, na verdade, ultimamente, passei por algumas coisas que se resumem nesta palavra. Afinal, acredito que vocês já estão acostumadas com a minha mania de conferir novos sentidos às palavras, não é?


Hoje, em meio à uma aula razoavelmente chata, senti uma esfriada básica na minha paixão por meu curso. É porque os semestres anteriores se responsabilizaram por me deixar completamente apaixonada, sabe, muitas vezes me via suspirando por pensar nos meus estudos... Mas aí essa paixão foi apanhando ao longo do tempo e hoje fiquei confusa quanto a ela. Me perguntei se não estava passando por um processo de desamor.

Pois bem, quanto ao meu curso, tenho claras as minhas certezas de que o amor ainda está aqui (). É verdade, sei que aulas chatas virão, mas elas não estão me levando ao desamor - estou bem certa de que meu amor pelo curso não irá acabar tão facilmente. Contudo, quanto a você, eu já não posso dizer o mesmo.

Como sempre digo, vamos ao início. Simpatizei com você desde a nossa primeira conversa - sim, foi apenas quando conversamos, confesso que, antes disso, não tinha reparado muito em você. E isso faz tanto tempo, não é? Mas eu preferi guardar toda essa brincadeira pra mim mesma durante esse tempo. Deve ser por isso que, depois de quase um ano, estou escrevendo o seu primeiro texto.

Então, como tudo o que se guarda um dia é encontrado, certo dia me deparei com você. Pude notar várias qualidades que sequer tinha imaginado - sobre você, é claro. E aquela boa e velha simpatia veio à tona. Eu fiquei feliz por sentir que toda essa simpatia era recíproca. Foi legal. Inclusive, a semana passada foi bastante interessante nesse sentido, não é? Pudemos quebrar as barreiras que ainda nos distanciavam. Isso me pareceu um bom começo.

Sei que minhas leitoras já devem estar se empolgando à esta altura do texto, mas é agora que vou decepcioná-las. É impressionante como a gente fecha os olhos algumas vezes, não é? Lembro-me de ter ignorado diversos fatores por pensar nas nossas possibilidades - porque não passaram de possibilidades. Não que um de nós precisasse mudar, mas, no mínimo, deveria haver uma boa aceitação de diferenças. E foi o que eu fiz. Foi o que eu tentei fazer. Sei que você também tentou. Mas, hoje, acho que foi a gota d'água.

De tudo o que eu poderia engolir, você escolheu logo aquilo que eu não consigo engolir. Talvez isso pareça normal pra você e pra um monte de gente, mas pra mim não é normal. Eis aí uma prova do quanto a gente é diferente. Eis aí uma prova de que não adianta insistir naquilo que a gente sabe que não vai dar certo. Porque eu sempre soube que isso não daria certo. Eu sempre soube que, por trás de toda a nossa recíproca simpatia, a gente não tem nada em comum. Isso é quase impossível.

E hoje eu não pude deixar de me decepcionar ao ouvir as últimas notícias da sua vida. Você não tem outra, mas talvez se fosse isso eu poderia estar menos chateada. O problema foi outro. Foi algo que depende totalmente de você. Foi uma escolha sua. Escolha essa que me deixou tão desapontada a ponto de destruir toda a simpatia que a gente havia construído. Já não consigo mais pensar em você da maneira que pensava há um dia. Fazer o que, né? Talvez se a gente se conhecesse melhor poderíamos ter evitado isso. Mas, de qualquer forma, toda e qualquer consequência provém de uma escolha que você fez. E agora é minha vez de fazer a minha escolha. Tente deduzi-la na amargura destas minhas palavras. Sim, eu iniciei meu processo de desamor por você - e olha que isso nunca chegou a ser amor.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Que vontade de escrever!

Ai, que saudade de passar um tempinho aqui escrevendo pra vocês!
Por favor gente, não pensem que eu desisti do blog! Ainda quero continuar escrevendo aqui porque isso me faz muito feliz!


A verdade é que o último mês foi super hiper ultra corrido! Ainda estou me perguntando como dei conta de fazer tantas coisas em um mês só! Passei por alguns problemas, medos, apreensões, mas, com certeza, muitas vitórias!

Durante esse tempo que fiquei sem atualizar o blog senti muita vontade de escrever. Acho que já não é segredo pra ninguém o quanto a escrita faz parte de mim, né? Alguns textos eu até consegui guardar na mente - é claro que nunca sairão com a originalidade de um texto escrito na hora da inspiração - mas eu vou tentar escrevê-los o mais rápido que eu puder! E também tenho algumas resenhas pra passar pra vocês! \o/

Pois bem, minha intenção com esse texto era simplesmente voltar à minha rotina de blogueira, mas não vou conseguir me segurar pra falar uma coisa com vocês que ainda não falei nem com meu espelho! Querem saber?

Bem, eu pretendo fazer algumas mudanças aqui no blog. Mas não são mudanças, são MUDANÇAS! Sei lá, acho que já não estou mais me identificando com quem eu era quando criei o Tudo o Que Sou. Por mais que a minha essência permaneça no blog, eu já não consigo me ver completamente aqui. Fazendo um trocadilho bobo, o tudo o que sou já não demonstra tudo o que eu sou, entendem?

Ainda estou um pouco receosa, sabe, porque tem muitos posts aqui que fazem parte da minha história (). Mas né, às vezes a gente precisa abrir mão de algumas coisas pra escrever uma nova história... Bem, estou trabalhando na ideia e conto com a opinião de vocês sobre isso, okay?

Então é isso meninas! Agora que estou de férias vou tentar atualizar o blog pelo menos semanalmente! Já não vou mais fazer promessas pra vocês, porque depois fica difícil de cumprir, né?
Beijo, fiquem com Deus!

domingo, 31 de maio de 2015

Por um novo momento

Eu sou uma pessoa que gosta de novidades, mas, apesar disso, tenho medo delas. Costumo dizer que toda novidade costuma ser legal, e isso é verdade, mas não posso negar que toda e qualquer novidade me deixa um tanto medrosa - e isso vai desde visitar uma cidade onde nunca fui até passar em uma rua que nunca passei. Tenho mania de tensionar meus momentos mais simples.


Estive reparando o meu comportamento e notei que, ultimamente, estou fechando meu mundo até o muro das minhas limitações. Sabe, é como se eu estivesse evitando algumas situações simplesmente por ter medo delas. E isso não é algo que começou do dia pra noite. Pelo contrário, começou naquela aula em que eu tinha uma dúvida, mas preferi não perguntar. Ou talvez em uma das muitas vezes que pensei, mas não falei. Talvez isso tenha se intensificado quando eu queria dizer sim, mas era mais fácil dizer não.

Lembro-me de uma fase da minha vida em que eu conseguia me superar - eu falava o que sentia, fazia o que queria e não me sentia presa nos meus próprios medos. Mas, sabe, os comentários de algumas pessoas, muitas vezes nada agradáveis, foram me fazendo limitar minhas ações, aos poucos. E de uma forma muito gradual cheguei a este ponto onde estou agora - ponto de incômodo, diga-se de passagem.

E já vou logo dizendo que não quero estar aqui, não quero continuar vivendo assim, não quero mais continuar onde estou. É hora de mudar, é hora de crescer. É hora de andar por aí de queixo erguido, certa de quem sou e de onde quero chegar. Não sei se estão me entendendo, mas é só um desabafo. É só pra dizer pra mim mesma que não dá pra continuar na minha mesmice. O tempo está passando e levando meus sonhos junto com ele, e eu preciso mudar. Mudar por um novo momento, por uma vida mais feliz.